terça-feira, 20 de março de 2012

Aurevoir.

Olá queridos,

venho por meio deste post dizer que estou despedindo-me do Contos de Raisa, o blog que me acompanhou durante quatro anos - os primeiros mais bem desfrutados da minha companhia. Agora sigo novos rumos, e por mais que eu mude o layout, ainda sim, a simplicidade do que eu escrevia antigamente, permanece tão intacto em mim, quanto o computador o qual eu escrevi meus primeiros continhos. Então, agora preciso mudar. Uma vida nova, requer muitas mudanças, e alguns devaneios ficaram para trás dando lugar a novos. Com doces e, ao mesmo tempo, revoltosos desejos de alcançar quimeras quase inatingíveis. :) 
Sejam felizes, leitores e me acompanhem agora em: Correr dos Rios com muito mais Pará, muito mais amor, muito mais destino, revolta, fúria e beijos azuis. 

Um grande beijo e obrigada pela companhia. 

quinta-feira, 15 de março de 2012

A eternidade desse amor termina no Pará


Hoje criei coragem e assisti a um capitulo inteiro da nova novela das 6h da Rede Globo “Amor eterno amor”. E, da mais sincera opinião, estou decepcionada. Enojada. Esbravejada. Mas de qualquer forma, eu não esperava ser surpreendida.

O que unicamente vi foi ganância e esforço para superar emissoras concorrentes. A cultura e a beleza do Estado foram esquecidas, jogadas no lixo. Na verdade, a importância disso foi irrelevante. É muito fácil escrever qualquer besteira para ser transmitida em rede nacional sendo que em torno de 80% das pessoas que não moram na região Norte do país, são ignorantes e não sabem nada além das sua vidas e cultura repugnante de soberba e superioridade.

Mas então, querida Globo, eu gostaria de vos dizer, assim como para todo e qualquer outro leigo brasileiro que, não, o Norte não é o Nordeste. Não estou inferiorizando essa região árida – linda e gostosa – do país, longe de mim. Mas as pessoas do Pará, não têm sotaque nordestino, não falam expressões como “oxe”, tampouco choramingando. Temos um dialeto chiado, lento e ondulatório. Soa como um rio, ora em tempestade, ora em calmaria.

Segundo, (eu não comecei com primeiro, mas quero falar segundo) a televisão não chegou ao Marajó antes de chegar às grandes capitais brasileiras, mas eu posso afirmar com toda convicção que não chegou esse ano, nem ano passado. Eu diria uns 15 anos atrás, no mínimo.

Depois, “égua” é uma gíria tipo “bah” e “caraca”, ou seja, adaptável em inúmeros contextos. Portanto, queridos escritores de ideologias patéticas e deprimentes, o “égua” é dito e entonado de n formas. Não se fala “égua” porque ela é mulher do cavalo, se fala “égua” por surpresa, por amor, por destino, por favor, por obrigado, por bom dia, por boa noite. Fala-se “égua” assim como se bebe água nesse calor infernal que é a região Norte.

Apesar de tudo, eu tenho consciência de que as cidades do Marajó, assim como o Pará (e eu ousaria dizer até que o resto do Brasil) não é Tóquio de tanto desenvolvimento e pessoas com educação acadêmica e profissional, claro que não direi isso. Mas, essa calorenta região está muito longe de ser um lugar onde as pessoas matam e comem a carne de humanos, como canibais, seja qual for o motivo. Está longe, também, de ser essa idiotice e infelicidade que essa novela é.

E, vai além minha decepção quando me lembro da “Selvagem de Santarém”. Mas seria muita indignação para um texto só, para um leitor só, para um escritor paraense só. Portanto, ficará guardado na caixinha de recordações passiveis de esquecimento. Forçado, lastimável.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Fernando Pessoa

Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
(Álvaro de Campos, 21-10-1935)

Um beijo para vocês, que como eu, acham o Álvaro de  Campos (depois do Alberto Caeiro) o melhor heterônimo do Fernando Pessoa.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Caderninho e Céu Azul

Fiz, anos atrás, uma viagem ao estado Havaí, em que conheci várias pessoas. Dentre elas, um homem de mais ou menos 47 anos, com cabelos castanho claro e liso, alto e forte. Não muito atraente. Tinha um semblante triste e me parecia distraído quase sempre. Nunca falava com ninguém mais do que o necessário, embora eu tenha o ouvido sussurrar coisas incompreensíveis, algumas vezes.

A viagem foi muito agradável, me senti por vezes no seriado Eu, a Patroa e as Crianças, pois onde chegávamos, recebíamos aqueles colares havaianos que todos conhecem. Honolulu era engraçada, não só pelo nome, mas pelos seus habitantes e pelos turistas nada normais que ficaram na mesma casa que eu.

Mas daquele homem, descobri, que se chamava Luis de Almeida, que perdera o amor e o emprego abandonara. Sempre consultava um caderninho com capa azul e jamais o vi escrevendo algo ali, embora andasse com um lápis na mão. Passei então, a prestar muita atenção em Seu Luís. Ele era muito misterioso e nunca demonstrava entusiasmo nos passeios e em nenhum lugar que íamos. E sim, ele ia em todos os lugares, sempre com seu caderninho azul e seu lápis.

A viagem era de um mês, e já fazia quase quinze dias quando o caderninho do Seu Luis sumiu. Percebi, então que aquele homem despertava curiosidade em tantas outras pessoas, além de mim me senti melhor. E essa foi a primeira vez em que ouvi sua voz claramente em palavras que diziam: "Alguém viu meu caderninho azul, que possui escrito na capa 'endereços'?" Seu semblante subitamente mudou e aquilo já estava começando a ficar verdadeiramente divertido.

Começou uma busca incansável em todos os cômodos da casa. Não houve um só canto que não tenha sido vasculhado, a ponto de causar dor nas costas. Não fomos à praia nesse dia, tampouco saímos para nosso passeio no crepúsculo. Revisamos a cena inúmeras vezes desde o último momento em que Seu Luís estivera com seu "pobre caderninho", como costumava tediantemente repetir.

Não achamos. De forma alguma achamos. Desejei por vezes ter um google que achasse coisas perdidas na casa. Esse desejo também não foi atendido.

A noite chegou e deu-se por encerrada as buscas sim, foi quase um drama policial. Seu Luís estava arrasado, e eu que fui a mais dedicada CSI daquele dia, resolvi ficar em casa e fazer companhia a ele, que essa hora já não queria mais está ali. Cozinhei um macarrão instantâneo para mim e para Seu Luís como forma de aproximação. Ele aceitou e eu percebi de imediato sua gratidão. Foi esse o momento exato para eu perguntar tudo o que eu queria tanto saber. Disse-me então:

― Há 20 anos, fiz uma viagem ao Havaí. Uma viagem com meus amigos, em que teria muita bebida, festa e mulher bonita. As coisas, na verdade, não eram tão liberais como nos dia de hoje, minha cara, mas nós também sabiamos nos divertir. ― papo de velho, pensei. ― Depois do Havaí, iríamos para Las Vegas, que desde essa época já tinha a perversão de seus cassinos e suas noitadas a flor da pele. Mas conheci Kailina Cafene, uma jovem mulher de apenas 20 anos, linda, de olhos verdes e pele morena cor do Havaí.
― Meus amigos prosseguiram na viagem, e eu fiquei em Honolulu por mais dois meses de um romance inesgotavelmente doce e ensolarado. Mas precisei voltar para casa, minha vida profissional ainda estava começando e eu não podia ficar. Fizemos promessas de amor, planejamos todo o nosso futuro e até uma viagem que Kailina faria ao Brasil meses depois da minha partida.  ― uma longa pausa foi feita, e prosseguiu:
Mas tudo o que restou foi saudade e meu caderninho azul. Nele, eu tinha escrito exatamente na letra K o endereço de Kailine. Ele era a única esperança que eu ainda tinha nela e na vida. Eu ainda sei o endereço, pois o decorei, mas essa história já está longe de ter um final feliz, porque sei que Kailine, hoje, talvez esteja bem longe daqui.

Não entendi o "daqui", mas percebi que a conversa havia acabado. Tratei de procurar algo para beber, pois precisava engolir o fato de as coisas serem assim mesmo, e a vida ser cruel com a gente. Ou com quem deixa que isso aconteça. Fiquei sabendo que Seu Luís publicou no jornal de Honolulu uma nota que dava falta do seu caderninho, uma nota muito dramática, diga-se de passagem. E caso alguém esteja interessado, eu posso lhes enviar a nota. Em todo caso, eu já não queria mais fazer parte daquela história.  E ainda acredito que ele jamais tenha encontrado o que gastou sua vida inteira procurando. Um caderninho azul.

Meu aloha pra vocês, queridos leitores. R

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Aero Porto

Nesses últimos dias estive pensando no quão solitário ou magnificamente cheio de amizades um aeroporto pode ser. Sempre calado, contando os mais diferentes tipos de histórias. De uma maneira linda para aqueles que sabem que vão voltar, ou, dramática para aqueles que voltam, porém que vão deixar saudades. Ou ainda de maneira sacrificantemente triste, para aqueles que vão sem olhar para trás. Pessoas viajam a trabalho, a estudo, a passeio, a procura de seu destino, em meio a uma fuga. Viajam com muitos objetivos.

Na época da Gripe Suína - que embora tenha um nome biologicamente elegante, acho mais pertinente chamá-la assim - o aeroporto viu-se em meio a um grande desespero, certamente ficou receoso de levar a culpa por tantas transmissões, mortes e problemas que essa pandemia causou, mesmo tendo tomado o devido cuidado de se proteger. Cuidado esse, indispensável na hora de se revistar o passageiro, isso para não lembrarmos o caso das torres gêmeas, porque estamos falando de aeroporto, não de avião e muito menos dos EUA.

E na época do Círio, o aeroporto fica feliz e provavelmente se acha o lugar mais importante da cidade, mais até que a própria Basílica de Nazaré. São as pessoas chegando de todas as partes do Brasil e do mundo para saborear a festividade. Isso deve acontecer também no RJ, na época do carnaval, vai saber.

Alguns meses¹ atrás, minha mãe viajou e fui deixá-la no aeroporto. E perto na hora do embarque, um casal se despedia. Eles não conseguiam se desgrudar. Via-se, sentia-se e ouvia-se o amor de longe, talvez um "longe" que não se possa imaginar. Promessas certamente foram feitas, e lágrimas inundaram o meu coração de dó, que apenas observava tudo com muita atenção, embora não tivesse sido convidada a participar da cena. Despedi-me de minha mãe, sem choro, sem nada. Eu sabia que em uma semana ela estaria de volta, com o meu pai, que viajou dias depois.

E desde esse dia comecei a pensar nas tantas histórias que o aeroporto coleciona. Lembro-me da minha primeira viagem sozinha. Tinha 16, um travesseiro, muitas saudades da Gisah e uma imensa gratidão por poder, enfim, estar viajando. Lembro-me quando uma amiga modelo voltou de SP, depois de ter ganhado um concurso na TV e ganhado todo o carinho das suas amigas e seus familiares numa imensa festa de boas vindas, lá mesmo, no tão visitado aeroporto.


E em outra lembrança, percebo que o aeroporto não guarda só momentos alegres de filmes românticos. Em uma viagem, fiz escala em um aeroporto baiano, e estava em meio a uma cena torturante. Eu tinha 9 anos e a expressão assustada no rosto. Era uma mulher gritando loucamente, sendo arrastada pelo chão por seguranças musculosos. Não, ela não era nenhuma terrorista, era apenas uma mulher identificada com sua carteira de motorista.


E assim o aeroporto vive sua vida, contando e criando histórias. Guardando sorrisos nos melhores casos, lágrimas também, mas essas talvez tenham outros sentindos. Sentindos esses, que apenas quem passa por os conhece. Então, não me venham com histórias de pescador.



¹Esse post foi iniciado no dia 05/02, mas só hoje lembrei de terminar. Logo, essa viagem da minha mãe, já quase completa um ano.


Beijos leitores. R

sábado, 2 de julho de 2011

Artigos de Luxo

Nunca consegui entender muito bem a diferença entre cartão de crédito e cartão de débito. Pra mim, tudo dava no mesmo, pois o cartão era o mesmo e passava de maneira equivalente naquela maquininha super inútil.

De qualquer maneira, sempre achei que quando a moça do caixa perguntava: "débito ou crédito" e o cliente respondia: "débito" isso significava que a pessoa era verdadeiramente Chic. Talvez, pelo fato de que o papai nunca respondeu "débito" na vida. E sendo assim, tudo o que a minha família jamais fizera era sinonimo de luxo.

A minha família, também, nunca teve um aspirador de pó. E quando eu estava respondendo as perguntas do enem 2011 e vi assim: "quantos aparelhos de aspirador de pó têm na sua casa?" morri de rir. Não que eu vá fazer essa prova, mesmo porque não paguei a inscrição, mas para efeito de lembrança, achei pertinente dividir esse fato.

Outras coisas, deixaram de ser artigos de luxo - no meu conceito - a partir do momento em que entraram na minha casa. Exemplo disso foi o ar condicionado. O carro. O computador.

A propósito, descobri que o cartão de crédito serve para endividar você. O cartão de débito você só usa quando possui o contrário de débito, digo, quando você possui dinheiro na conta. E assim, se dá o mundo da contabilidade e da alta sociedade.

Um beijo especial para você que usa cartão de débito e é rico.

domingo, 12 de junho de 2011

Feliz dia dos Namorados



Texto de Caio Fernando Abreu.


Que o dia dos namorados seja eternamente especial.
Beijos para todos os namorandinhos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cinco Itens Importantes.


  1. O Contos de Raisa anda escasso de ideias.

  2. O Contos de Raisa tem uma novidade: sua única e mais ilustre escritora fora aprovada no IFPA (no dia 13/02), entretanto não viera comunicar porque estava verdadeiramente com preguiça.

  3. 3- O Contos de Raisa está com um layout horrível, ninguém suporta vê-lo assim, nem eu.

  4. O Contos de Raisa sugere o twitter: @raisaaaraujo em que breves citações, confusões e rotinas são descritas pela escritora desse blog. Caso alguém esteja interessado, é claro.

  5. O Contos de Raisa não morreu, apenas vai tirar férias. Na verdade, apenas vem aqui comunica-los que está de férias.

Beijos meus queridos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Legado

Qual frase da sua lápide
Que resumiria sua vida
Que refletisse saudade
Em quem chorou sua partida?
Como quer ser lembrado?
O que deixaste aqui?
Te orgulhas do teu passado?
Ou não deixas nada ao ir?
Quantos amigos deixaste?
Que não esquecem de ti?
Quantos amores tiveste?
Quantos deixaste partir?

[...]

Então viva cada momento
Pra que no fim, na partida
Não deixe só um pensamento
Deixe um legado de vida.



Poesia de Paulo Sá, escritor paraense, formado em química. Sim, em química. Livro: Ensaios de um químico. Para mais informações, clique aqui.

Ps: Achei esse livro hoje, nas coisas do meu pai, o li e gostei. E sabendo-se que não passei na federal porque errei todas as questões de química, sem dúvidas, esse site vai direto para os meus favoritos. Espero que ajude a você, que como eu, é também uma lástima em química.

R

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Mangueira

No intervalo de uma aula, no curso pré-vestibular, no ano passado, saímos para tomar sorvete, numa sorveteria deliciosamente próxima dali. Estávamos perto da saída da garagem, o que nos pouparia um andar cansativo, então suplicamos para o servente nos deixar passar por ali, sem precisar registrar nossa saída. Enfim, ele concordou, com a condição de passarmos o dedo duas vezes na catraca. Certo.

E ao sair, rindo e distraídos de qualquer impasse da vida, levei um banho, de uma mangueira que surgiu assim, do nada, tanto quanto mangas caem em nossas cabeças. Mas essa mangueira era a típica que transporta água, e eu sou a típica pessoa que atrai esse tipo de coisa. Não houve uma só pessoa na rua que não tenha rido de tamanha distração daquele bêbado. É, o cara já tem cara de bêbado, dormindo, acordado, sóbrio, sorrindo, chorando. Sempre bêbado.

E, tive a impressão que ele mal conseguia se segurar em pé. Só impressão mesmo, porque ele veio me pedir desculpas. Eu não tive reação, fiquei estagnada no meio da calçada tentando entender aquele absurdo, com a maior cara de.... bem, não sei que cara eu fiz.

Passei o resto do dia com frio, tremendo ate os meus cílios, mas tudo bem, isso rendeu horas de risos e muita história para contar. Além de fazer eu esquecer a cruel realidade em que vivia. E que tornarei a viver esse ano. Bem, isso serve aos desavisados, que a qualquer hora, em qualquer lugar um banho (seja de água, seja de coisas) pode te surpreender.

Aos meus leitores encharcados, um beijo.
R

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

3.9.5


Eu amo essa foto, amo Belém, amo maniçoba.
Feliz aniversário Belém, te amo!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Feliz A N

Oi, estou aqui, começando o 4º ano de blog, não muito atualizado, eu sei. Mas esse ano será diferente. Vou escrever belas coisas e leva-los à lugares inimaginaveis, afinal, eu nasci para isso.
Então um feliz ano novo, e que hoje (que já é dia 7) o sonho de entrar na universidade, seja enfim, alcançado por mim e por todos que merecem.

Beijos, eu amo infinitamente todos vocês.
R

domingo, 26 de dezembro de 2010

A tortura da espera

Dormir. Sonhei durante parte da noite, mas não lembro exatamente o quê. Me lembro do ultimo sonho que tivera antes de acordar. Era o dia do resultado. Não o comum, que nós estamos acostumados a ouvir nas rádios, não.
Uma mulher viera até a minha casa que, na verdade, nada se parecia com a casa em que vivo. Ela procurava o meu nome entre algumas pastas, em pé, por detrás do sofá, numa cena apreensiva.
Não achou, chegou perto, mas não era o meu nome e sobrenome. Ela dissera que provavelmente a pasta que procurava estava la fora e, portanto, fora procurar. Quando voltara, para o meu ódio matinal, o telefone tocou. Acordei.

Beijos e boa sorte a todos nesse vestibular. R

sábado, 11 de dezembro de 2010

Saudades

"Eu sinto sua falta. Não posso esperar tanto tempo assim
[...]Que culpa a gente tem de ser feliz? Que culpa a gente tem, meu bem?
O mundo bem diante do nariz. Feliz agora e não além.
[...]Não diga que você não volta, eu não vou conseguir dormir."

Skank, Gisah e boa noite.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ultimo e Clarice L.

"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar a desorientação."
Trecho de A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector

Simples versos. Perfeitos para começar Dezembro. Ultimo mês do ano, ultimo mês de estudos desesperados, ultimo mês com amigos colados. Ultimo mês de nostalgia, de filmes que fazem lembrar as boas amizades e musicas que trazem à memoria a sempre tão esperada Festa Junina. Tudo bem, as coisas sempre se renovam, é a lei do universo. Melhor do que ser sempre a mesma coisa, ter sempre a mesma cara e usar sempre o mesmo sapato. E nessa vida, como diaria Vinicius (eu acho), o que importa é que os ultimos serão sempre os primeiros (ou não, rs).

Beijos, R.

domingo, 31 de outubro de 2010

Doce Novembro ou Doce V. Escorpião?

O melhor mês do ano. Liberdade. ENEM. Vínicios de Moraes:

Mulher de escorpião
Comigo não!
É Abelha Mestra
É Viuva Negra
Só vai de vedete
Nunca de extra
Cria o chamado conflito
de personalidade
É mãe tirana
É mulher tirana
Irmã tirana
É filha tirana
Neta tirana
tirana, tirana
Agora, de cama diz
Que é boa paca.
Beijos e feliz aniversário a todos de escorpião.
Ps: o nome desse poema é Escorpião

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Que droga (,) legal (?)

Hoje, no Brasil, o uso da maconha não é legalizado por lei, e disso eu acredito que todo mundo - em sua deliberada consciência- sabe. Paralelamente existe o tráfico. E junto dele o poder paralelo. E esse post poderia acabar aqui, porque já me dei por satisfeita.

Mas eu não tenho uma cabeça tão miúda assim. Não uso maconha. Nunca vi ninguém usando. Nunca a maconha me afetou diretamente. Mas sou total e completamente contra sua legalização.

Eu sei que as drogas, muitas das vezes, serve para se alcançar o subconsciente, a fim de levar o seu usuário a criar obras, músicas e afins de uma maneira absurdamente fascinante. Não significando, que essa pessoa usará uma plantação inteira para pintar um quadro todo rabiscado, que à primeira impressão, parece mais com tinta que caiu sem querer.

A maconha engana o cérebro. Trás uma felicidade momentânea, ao passo que te faz agir de maneira inconsciente. Mas a inconsciência que gera criatividade e lindas poesias, também gera mortes, mortes e mais mortes. Porque enquanto, em "transi" uma pessoa drogada pode matar a outra. Estuprar a outra. São tantas coisas. Orvedose é o fim.

Nesse tempo quem ganha são os traficantes. Mais rico que um advogado que defende pessoas, um médico que salva vidas, ou um jornalista que na sua pura inoscência, relata fatos. Rico e matando. A legalização da maconha a tornará banal. Qual "filhinho de papai" vai se interessar por algo banal? Talvez o problema nem esteja nas crianças que vivem nas ruas e usam a erva para enganar a fome, a tristeza de não ter uma cama gostosa e uma família para amá-las.

O problema reside nesses riquinhos medíocres que se drogam para mostrar que podem alguma coisa. Não tem inteligência suficiente, não tem beleza suficiente, não têm amigos suficientes, não tem sexo suficiente: se drogam. É, a nata também usa maconha para suprir alguma falta. Um tipo de falta fútil, mas que não deixa de ser falta.

A legalização da maconha não resolverá nada - caso seja esse o intuito. O crack vai ser a moda da vez. Daqui a 4 anos o slogan do candidato a presidencia será: "A favor da legalização do crack"? Isso chega a ser patético. É jogar a sujeira para de baixo do tapete. Ainda bem que aqui em casa nem tem muitos tapetes.

Beijos meus amores.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Papo cueca

"Ora, o que é a humanidade senão a eterna e insensata guerra de todos contra todos?" (Perguntou Antonio) Bem, exatamente eu também não sei, só sei que a guerra homens x mulheres fica cada vez mais louca a medida que eu completo mais um ano de vida.
Outro dia, a professora de inglês estava ensinando uma expressão que se referia à alguém que "se acha" demais, mas especificamente, uma pessoa machista ou feminista (eu sei, não faz tanto sentido, mas enfim...). Prontamente, tomei - mentalmente - a minha posição feminista caso alguém resolvesse se revoltar. Porém, isso não ocorreu. Duas hipóteses: 1- na minha sala só têm crianças; 2- na minha sala só tem gente que joga no outro time.
Seja qual for, desde pequena luto por direitos iguais. Claro, eu não minto que tentei me aproveitar em inúmeras vezes, mas isso é irrelevante, já que meu irmão sempre fora mais velho e portanto eu ficava com mais roxões do que ele.
E eu acredito, que se jogasse no outro time, bem, eu defenderia meu time. Eu sou determinada. Meu irmão disse que é só o tempo de eu me apaixonar, pra eu lavar as cuecas do meu namorado, do mesmo jeito que a empregada (ops, namorada) dele faz. Se isso me garantir uma vaga na universidade, a gente pode conversar. Caso contrario... preciso estudar.
Beijos meus lindos leitores, com o tempo, eu volto por aqui.
Amo vocês, Raisinha

sábado, 4 de setembro de 2010

Verissimo em Belém

(Luís Fernando Veríssimo, eu, Lucas e Lucianna)
(03/0/10)

sábado, 28 de agosto de 2010

Banheiros Femininos

O banheiro feminino é sempre uma piada, mesmo quando eu encontro coisas não tão agradáveis, eu sinto vontade de rir.

Outro dia, eu entrei no banheiro da escola e deparei-me com umas cinco meninas, que pareciam ter a mesma idade, numa faixa de 12 a 13 anos. Elas estavam trocando seus conhecimentos sobre rímel. Achei tão fofinho. Era muito engraçado vê em seus rostos a preocupação da vulgaridade. Tive vontade de ajudá-las, mas eu percebi que estaria me intrometendo demais nisso. Fui embora.

Em outras vezes, quando não tem ninguém falando, eu simplesmente leio as coisas mais absurdas escritas na porta do reservado: "Fiuk, eu te amo" "Meu msn é tal, me add" (?) "Sou a mais gostosa daqui, suas prostitutas" "Fulano, volta pra mim"

É cada coisa. Será mesmo que essas meninas pensam que o amor de suas vidas vão ver esses msns escritos atrás da porta do banheiro feminino? É capaz do cara adiciona-las e elas ainda acharem que foi assim que ele descobriu que elas existiam.

Mas teve um dia constrangedor. Eu e mais uma amiga fomos ao banheiro e enquanto ela estava em algum reservado não-interditado eu estava na parte do espelho. Uma menina começou a se olhar constantemente de costas, mas especificamente em baixo, e eu, completamente envergonhada, me virei pra menina sentir-se mais a vontade.

Quando, em um momento de desespero, a menina me perguntou se ela estava suja, e se virou para mim. Eu disse que não, e sai de lá no mesmo instante. Ainda ouvi algumas brincadeiras desagradáveis que suas amigas faziam, na hora em que chegaram lá. E então, eu percebi que o banheiro feminino é mesmo uma loucura.

Beijos, Raisinha.