terça-feira, 16 de agosto de 2011

Aero Porto

Nesses últimos dias estive pensando no quão solitário ou magnificamente cheio de amizades um aeroporto pode ser. Sempre calado, contando os mais diferentes tipos de histórias. De uma maneira linda para aqueles que sabem que vão voltar, ou, dramática para aqueles que voltam, porém que vão deixar saudades. Ou ainda de maneira sacrificantemente triste, para aqueles que vão sem olhar para trás. Pessoas viajam a trabalho, a estudo, a passeio, a procura de seu destino, em meio a uma fuga. Viajam com muitos objetivos.

Na época da Gripe Suína - que embora tenha um nome biologicamente elegante, acho mais pertinente chamá-la assim - o aeroporto viu-se em meio a um grande desespero, certamente ficou receoso de levar a culpa por tantas transmissões, mortes e problemas que essa pandemia causou, mesmo tendo tomado o devido cuidado de se proteger. Cuidado esse, indispensável na hora de se revistar o passageiro, isso para não lembrarmos o caso das torres gêmeas, porque estamos falando de aeroporto, não de avião e muito menos dos EUA.

E na época do Círio, o aeroporto fica feliz e provavelmente se acha o lugar mais importante da cidade, mais até que a própria Basílica de Nazaré. São as pessoas chegando de todas as partes do Brasil e do mundo para saborear a festividade. Isso deve acontecer também no RJ, na época do carnaval, vai saber.

Alguns meses¹ atrás, minha mãe viajou e fui deixá-la no aeroporto. E perto na hora do embarque, um casal se despedia. Eles não conseguiam se desgrudar. Via-se, sentia-se e ouvia-se o amor de longe, talvez um "longe" que não se possa imaginar. Promessas certamente foram feitas, e lágrimas inundaram o meu coração de dó, que apenas observava tudo com muita atenção, embora não tivesse sido convidada a participar da cena. Despedi-me de minha mãe, sem choro, sem nada. Eu sabia que em uma semana ela estaria de volta, com o meu pai, que viajou dias depois.

E desde esse dia comecei a pensar nas tantas histórias que o aeroporto coleciona. Lembro-me da minha primeira viagem sozinha. Tinha 16, um travesseiro, muitas saudades da Gisah e uma imensa gratidão por poder, enfim, estar viajando. Lembro-me quando uma amiga modelo voltou de SP, depois de ter ganhado um concurso na TV e ganhado todo o carinho das suas amigas e seus familiares numa imensa festa de boas vindas, lá mesmo, no tão visitado aeroporto.


E em outra lembrança, percebo que o aeroporto não guarda só momentos alegres de filmes românticos. Em uma viagem, fiz escala em um aeroporto baiano, e estava em meio a uma cena torturante. Eu tinha 9 anos e a expressão assustada no rosto. Era uma mulher gritando loucamente, sendo arrastada pelo chão por seguranças musculosos. Não, ela não era nenhuma terrorista, era apenas uma mulher identificada com sua carteira de motorista.


E assim o aeroporto vive sua vida, contando e criando histórias. Guardando sorrisos nos melhores casos, lágrimas também, mas essas talvez tenham outros sentindos. Sentindos esses, que apenas quem passa por os conhece. Então, não me venham com histórias de pescador.



¹Esse post foi iniciado no dia 05/02, mas só hoje lembrei de terminar. Logo, essa viagem da minha mãe, já quase completa um ano.


Beijos leitores. R

sábado, 2 de julho de 2011

Artigos de Luxo

Nunca consegui entender muito bem a diferença entre cartão de crédito e cartão de débito. Pra mim, tudo dava no mesmo, pois o cartão era o mesmo e passava de maneira equivalente naquela maquininha super inútil.

De qualquer maneira, sempre achei que quando a moça do caixa perguntava: "débito ou crédito" e o cliente respondia: "débito" isso significava que a pessoa era verdadeiramente Chic. Talvez, pelo fato de que o papai nunca respondeu "débito" na vida. E sendo assim, tudo o que a minha família jamais fizera era sinonimo de luxo.

A minha família, também, nunca teve um aspirador de pó. E quando eu estava respondendo as perguntas do enem 2011 e vi assim: "quantos aparelhos de aspirador de pó têm na sua casa?" morri de rir. Não que eu vá fazer essa prova, mesmo porque não paguei a inscrição, mas para efeito de lembrança, achei pertinente dividir esse fato.

Outras coisas, deixaram de ser artigos de luxo - no meu conceito - a partir do momento em que entraram na minha casa. Exemplo disso foi o ar condicionado. O carro. O computador.

A propósito, descobri que o cartão de crédito serve para endividar você. O cartão de débito você só usa quando possui o contrário de débito, digo, quando você possui dinheiro na conta. E assim, se dá o mundo da contabilidade e da alta sociedade.

Um beijo especial para você que usa cartão de débito e é rico.

domingo, 12 de junho de 2011

Feliz dia dos Namorados



Texto de Caio Fernando Abreu.


Que o dia dos namorados seja eternamente especial.
Beijos para todos os namorandinhos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cinco Itens Importantes.


  1. O Contos de Raisa anda escasso de ideias.

  2. O Contos de Raisa tem uma novidade: sua única e mais ilustre escritora fora aprovada no IFPA (no dia 13/02), entretanto não viera comunicar porque estava verdadeiramente com preguiça.

  3. 3- O Contos de Raisa está com um layout horrível, ninguém suporta vê-lo assim, nem eu.

  4. O Contos de Raisa sugere o twitter: @raisaaaraujo em que breves citações, confusões e rotinas são descritas pela escritora desse blog. Caso alguém esteja interessado, é claro.

  5. O Contos de Raisa não morreu, apenas vai tirar férias. Na verdade, apenas vem aqui comunica-los que está de férias.

Beijos meus queridos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Legado

Qual frase da sua lápide
Que resumiria sua vida
Que refletisse saudade
Em quem chorou sua partida?
Como quer ser lembrado?
O que deixaste aqui?
Te orgulhas do teu passado?
Ou não deixas nada ao ir?
Quantos amigos deixaste?
Que não esquecem de ti?
Quantos amores tiveste?
Quantos deixaste partir?

[...]

Então viva cada momento
Pra que no fim, na partida
Não deixe só um pensamento
Deixe um legado de vida.



Poesia de Paulo Sá, escritor paraense, formado em química. Sim, em química. Livro: Ensaios de um químico. Para mais informações, clique aqui.

Ps: Achei esse livro hoje, nas coisas do meu pai, o li e gostei. E sabendo-se que não passei na federal porque errei todas as questões de química, sem dúvidas, esse site vai direto para os meus favoritos. Espero que ajude a você, que como eu, é também uma lástima em química.

R