sábado, 16 de agosto de 2008
O amor que choveu.
Era uma vez um menino que amava demais. Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele. Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando. (Só pelo umbigo é que não saía: o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado).O menino sabia que o único jeito de resolver a questão era dando o amor à menina que amava. Mas como saber o que ela achava dele? Na classe, tinha mais quinze meninos. Na escola, trezentos. No mundo, vai saber, uns dois bilhões? Como é que ia acontecer de a menina se apaixonar justo por ele, que tinha se apaixonado por ela?O menino tentou trancar o amor numa mala, mas não tinha como: nem sentando em cima o zíper fechava. Resolveu então congelar, mas era tão quente, o amor, que fundiu o freezer, queimou a tomada, derrubou a energia do prédio, do quarteirão e logo o menino saiu andando pela cidade escura -- só ele brilhando nas ruas, deixando pegadas de Star Fix por onde pisava.O que é que eu faço? -- perguntou ao prefeito, ao amigo, ao doutor e a um pessoalzinho que passava a vida sentado em frente ao posto de gasolina. Fala pra ela! -- diziam todos, sem pensar duas vezes, mas ele não tinha coragem. E se ela não o amasse? E se não aceitasse todo o amor que ele tinha pra dar? Ele ia murchar que nem uva passa, explodir como bexiga e chorar até 31 de dezembro de 2978.Tomou então a decisão: iria atirar seu amor ao mar. Um polvo que se agarrasse a ele -- se tem oito braços para os abraços, por que não quatro corações, para as suas paixões? Ele é que não dava conta, era só um menino, com apenas duas mãos e o maior sentimento do mundo.Foi até a beira da praia e, sem pensar duas vezes, jogou. O que o menino não sabia era que seu amor era maior do que o mar. E o amor do menino fez o oceano evaporar. Ele chorou, chorou e chorou, pela morte do mar e de seu grande amor.Até que sentiu uma gota na ponta do nariz. Depois outra, na orelha e mais outra, no dedão do pé. Era o mar, misturado ao amor do menino, que chovia do Saara à Belém, de Meca à Jerusalém. Choveu tanto que acabou molhando a menina que o menino amava. E assim que a água tocou sua língua, ela saiu correndo para a praia, pois já fazia meses que sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, mas tão grande, que já nem cabia dentro dela.
domingo, 10 de agosto de 2008
Amizade/polularidade.

Nessas férias, diversas amigas minhas, saíram em excursão pela América do Norte, mas um caso especial mexeu comigo e me trouxe aqui hoje. De fato elas transformaram o que era pra ser um sonho, em pesadelo (tudo bem deixarei o drama um pouco de lado). Mas ai vocês param e me perguntam: o que o caso da revista, tem haver com o caso das meninas. Certamente, tem tudo haver! Por vaidade uma das envolvidas recusou-se a andar com sua, até então Best, alegou que estava ali pra conhecer novas pessoas, e como a tal não tinha a tão cobiçada facilidade de fazer novos amigos, isolou-se de quase todo o resto da excursão!
Achei isso um pouco triste, não havia motivo para isso, para brigas e etc. Afinal, elas estavam no país mais rico do mundo todo, o que de fato me emociona muito, rs. Uma poderia ter chamado a outra, tentado de todas as formas uma aproximação com seus novos amigos, mais o poder da popularidade certamente não a deixou. Já a outra, poderia ter tentando não se afastar, se isolar. Porém não sou Deus pra julgar alguém, pelo o que fez ou deixou de fazer! Então beijos e ate a meu próximo assunto!
sábado, 2 de agosto de 2008
O Pequeno Príncipe

quinta-feira, 29 de maio de 2008
9 segundos!
Se a minha melhor amiga vale a pena receber esse titulo eu não sei,
só sei que com ela, eu vivo momentos que jamais serão esquecidos, aposto!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Vinicius de Morais
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Um dia ele chegou tão diferente, do seu jeito de semppre chegar. Olhou-a de um jeito muito mais quente, do que sempre costumava olhar. E nao maldisse a vida tanto quanto era seu jeito, de sempre falar. E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar. E então ela se fez bonita, como há muito tempo nao queria ousar. Com seu vestido cheirando a guardado, de tanto eperar. Depois os dois deram-se os braços como ha muito tempo, não se usava dar. E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar. E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou. E foi tanta felicidade que toda cidade em fim se iluminou. E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvissem mais. Que o mundo compreendeu, e o dia amanheceu em paz. ♪